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quarta-feira, 23 de março de 2016

[Problema do Mal] Refutando "O Guia Fácil e Rápido para desarmar um Religioso"


Olá, leitores.

A imagem acima circula na internet há algum tempo. Ao verificar a fonte, vi que trata-se de um blog de humor (de péssimo gosto, aliás). Eu tenho uma opinião sobre humor: ele não foi feito pra ser refutado, é apenas humor. É pra rir ou pra ignorar. Portanto, minha atitude padrão ao ver essa imagem seria simplesmente ignorar e continuar navegando na internet.

Entretanto, pela compaixão que tenho aos meus leitores menos experientes, que podem se sentir confusos ao se deparar com uma imagem como esta, me senti motivado a analisá-la segundo o que a filosofia e a teologia cristã realmente ensinam.

Eu poderia desde o início expor os pressupostos ocultos e falsos da imagem, ou ainda expor a questão sobre o problema do mal de um modo mais sistemático, que naturalmente eliminasse os paradoxos expostos na figura. Mas, para ser mais divertido, vamos seguir as setas nas linhas de raciocínio sugeridas na imagem. Para aqueles que querem uma análise mais aprofundada do assunto, aqui mesmo no blog você encontra material relativamente abundante, bastando procurar pela tag [Problema do Mal].

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Genocídios e Atrocidades na Bíblia? [Parte 2]




Capítulo 4. Deus não matou, ordenou pessoas matarem

Um fator dificultante para a questão moral envolvida é o fato de que Deus não matou, mas ordenou que pessoas matassem. No item anterior, foi discutido sobre a questão moral envolvida num ato de Deus. Quand Deus pede para que pessoas matem, a questão é um pouco mais complexa. A princípio é difícil conciliar um mandamento aparentemente absoluto como“Não matarás” com o que Deus diz a Josué: “Entre, extermine e não deixe nada respirando! Não deixe um animal, criança, mulher, idoso ou idosa respirando. Limpe Jericó!”. Já foi argumentado brevemente no item anterior que como Deus tem direitos sobre a vida e sabe qual a hora certa da morte de todas as pessoas, uma pessoa matar através de uma ordem direta de Deus pode não ser errado. Falaremos mais adiante nisso. 

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Genocídios e atrocidades na Bíblia? [Parte 1]




Olá, leitores. No dia 20 de junho de 2011, eu publiquei um texto introdutório sobre o tema "Genocídios e atrocidades na Bíblia?", que aliás nem era de minhda autoria. Na época eu prometi publicar uma continuação ou uma versão mais detalhada, porque eu ainda não havia reunido conhecimento necessário para tal. Hoje, pouco mais de um ano depois, e após uma pesquisa relativamente extensa sobre o assunto, encontrei a oportunidade para publicar a continuação. Meu artigo está baseado principalmente na visão dos teólogos John Piper e William Craig sobre o assunto, e cobre vários fatores relacionados à matança dos cananitas registrada no Velho Testamento.

Aproveitem a leitura,
Abraços, Paz de Cristo.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Por que Deus não nos fez direto no céu?


A pergunta: “Por que Deus não nos criou diretamente no Céu ou no inferno”, causa muitas vezes dúvida na cabeça das pessoas, pois passa a ideia de um Deus “anti-lógico”. Se Ele poderia fazer isso, por que   então não fez? Passo a seguir alguns dos motivos pelos quais Ele, em sua Onisciência, poderia ter criado os seres humanos na Terra para, depois, integrar o Céu:

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Ensaio de C. S. Lewis sobre a Maldade Humana (parte 2)

(Ler a Parte 1)



Deus criou o homem com uma certa liberdade, sem a qual não seria intrinsecamente possível obter uma felicidade genuína e demonstrar amor voluntário. Entretanto, sabemos que seria possível que Deus eliminasse, por meio de um milagre, as consequências transtornantes do primeiro pecado da humanidade. Analisando a situação, porém, vemos que se Ele tivesse feito isso, Ele faria também quando os homens pecassem pela segunda vez, e pela terceira, assim no final teríamos um mundo com tanta interferência divina nos nossos atos voluntários que sequer poderíamos afirmar que existe alguma liberdade ou poder de escolha neste mundo.

Há quem diga que há controvérsias científicas à doutrina da Queda do Homem. O modelo científico evolucionista apresenta nesse ponto um quadro totalmente contrário ao bíblico, já que em vez de decair de um estado de perfeição e felicidade, o homem teria evoluido de um estado selvagem e irracional para o modo como somos hoje. Entretanto, as evidências arqueológicas nos levam a uma certa dificuldade natural: não se pode concluir de artefatos rudimentares das civilizações antigas, que estas civilizações eram rudimentares em todos os aspectos. Afinal, o que temos do homem pré-histórico hoje em dia são só restos materiais de coisas que ele teria fabricado, ou pelo menos das coisas mais duráveis. Não se pode inferir muito sobre a inteligência ou virtude moral desses homens, apenas a partir dos artefatos. De fato, graças aos homens pré-históricos temos hoje em dia coisas sem as quais não existiríamos em sociedade hoje, como a língua, a arte, a família, o vestuário, o uso do fogo, a domesticação dos animais, a roda, o barco, a agricultura.

Uma outra objeção seria que a ideia de pecado pressupõe uma lei contra a qual pecar. E no homem primitivo, o conceito de sociedade, do qual segundo os evolucionistas, advém os princípios morais, não estavam plenamente estabelecidos. Mas essa objeção implicita, contrariamente à tradição judaico-cristã, que o primeiro pecado teria sido uma espécie de "pecado social". Mas não foi. O primeiro pecado foi uma atitude diretamente contra Deus. Dizer que foi pura e simplesmente desobediência não traduz totalmente a essência do pecado original. Como argumenta Lewis (citando S. Agostinho), o primeiro pecado foi de fato uma consequência do Orgulho:

Este pecado foi descrito por Santo  Agostinho como o resultado do orgulho, do movimento através do qual uma criatura (isto  é, um ser essencialmente dependente cujo princípio de existência não é contido em si mesmo mas em outro) tenta estabelecer-se por si mesma, existir por si mesma. (De Civitate Dei XIV, xiii.37) Um pecado assim não exige condições sociais complexas, nenhuma experiência prolongada, nem grande  desenvolvimento intelectual. A partir do momento em que uma criatura passa a ter percepção de Deus como Deus e de si mesma como o "eu", a terrível alternativa de escolher a Deus ou ao "eu" como centro se abre para ela. Este pecado é cometido diariamente pelas crianças pequenas e pelos camponeses ignorantes, assim como por pessoas sofisticadas; tanto pelos solitários como pelas pessoas que vivem em sociedade; trata-se da Queda na vida de cada indivíduo, e, em cada dia de cada vida individualmente, o pecado básico por  detrás de todos os pecados particulares: neste justo momento você e eu estamos cometendo, prestes a cometer, ou arrependendo-nos dele. Ao acordar, tentamos colocar o novo dia aos pés de Deus; antes de termos acabado de fazer a barba ele porém se torna o nosso dia e a participação de Deus nele é tida como um tributo que devemos pagar de "nosso próprio" bolso, uma dedução do tempo que sentimos deveria ser "nosso". Um indivíduo começa um novo emprego com um sentimento intenso de devoção e talvez durante a primeira semana ele mantenha essa atitude, cumprindo a sua devoção, aceitando os prazeres e sofrimentos da mão de Deus, conforme surgirem, como se fossem simples "acidentes". Mas na segunda semana ele já está começando a "conhecer os truques" e na terceira já fez o seu próprio plano estabelecendo o seu papel no trabalho. Quando pode seguir esse plano sente que não está auferindo mais do que o que lhe cabe por direito e se isso não acontece sente-se prejudicado, esbulhado. A pessoa que ama, em obediência a um impulso imprevisto, que pode estar cheio de boa vontade e do desejo e necessidade de não se esquecer de Deus, abraça o ser amado e então, inocentemente, experimenta uma emoção de prazer sexual; mas o segundo abraço pode ter em vista esse prazer, pode ser um meio de alcançar um fim, pode ser o primeiro passo da estrada em declive que leva à consideração de um semelhante como uma coisa, um instrumento a ser usado para o seu prazer. Dessa forma a flor da inocência, o elemento de obediência e disposição para aceitar aquilo que vier, é eliminado de toda atividade. Os pensamentos experimentados por causa de Deus – como aquele em que nos  empenhamos no momento - são continuados como se fossem um fim em si mesmos, e a seguir como se nosso prazer em pensar fosse o fim, e finalmente como se nosso orgulho ou celebridade fosse o fim. Desse modo o dia inteiro, e todos os dias de nossa vida, estamos nos desviando, escorregando, afastando - como  se Deus fosse, para nossa consciência presente, um plano inclinado suave no qual não há apoio.

Na verdade, nossa natureza agora é tal que precisamos escapar; e o pecado, por ser inevitável, pode ser venial. Mas não foi Deus que nos fez assim. A gravitação para longe de Deus, "a jornada em direção ao ego habitual", deve ser, ao que pensamos, um resultado da Queda. O que aconteceu exatamente quando o homem caiu, não sabemos; mas se é legítimo fazer conjeturas, ofereço o seguinte quadro: um "mito" no sentido socrático, uma narrativa plausível. (Isto é, um relato do que pode ter sido o fato histórico. Não devendo ser Confundido com "mito" na opinião do Dr. Niebuhr (i.e., uma representação simbólica da verdade não-histórica.)

Durante longos séculos Deus aperfeiçoou a forma animal que iria tomar-se o veículo da humanidade e a imagem de Si mesmo. Ele deu-lhe mãos cujo polegar podia ser aplicado a cada um dos dedos, e mandíbula, dentes e garganta articulados, assim como um cérebro suficientemente complexo para executar todos os movimentos materiais dando Julgar ao pensamento racional. A criatura pode ter existido durante séculos  neste estado antes de tomar-se homem: pode ter sido até mesmo inteligente o bastante para fazer coisas que o arqueólogo moderno aceitaria como prova de sua humanidade. Mas não passava de um animal porque todos os seus processos físicos eram dirigidos a fins puramente materiais e naturais. Então, na plenitude do tempo, Deus fez descer sobre este organismo, tanto na sua psicologia como fisiologia, uma nova espécie de consciência que podia dizer "eu" e "mim", que podia olhar para si mesma como um objeto, que conhecia Deus, que podia fazer juízos quanto à verdade, beleza e bondade, e que estava tão acima do tempo que podia percebê-lo passar. Esta nova consciência governava e iluminava o organismo inteiro, enchendo de luz cada uma de suas partes; não sendo, como o nosso, limitado a uma seleção dos movimentos existentes numa parte dele, a saber, o cérebro. O homem era então todo consciência.

(...) Não sabemos quantas dessas criaturas Deus fez, nem por quanto tempo continuariam no estado paradisíaco. Mas, mais cedo ou mais tarde, elas caíram. Alguém ou alguma coisa lhes sussurrou que poderiam tornar-se como deuses - que podiam deixar de manter Suas vidas na direção do Criador  e aceitar todos os seus prazeres como dádivas não convencionais, como "acidentes" (no sentido lógico) surgidos no  decorrer de uma vida dirigida à adoração de Deus e não a esses prazeres.

Da mesma forma que o jovem deseja uma mesada do pai, que possa considerar como sua, com a qual faz seus próprios planos (e com justiça, pois o pai é afinal de contas um semelhante) eles também desejavam agir por conta própria, cuidar de seu futuro, planejar para o seu prazer e segurança, ter um  meum do qual sem dúvida pagariam um tributo razoável a Deus em termos de tempo, atenção, e amor, mas que em todo caso era deles e não dEle. Eles queriam, como dizemos hoje, ser "seus próprios donos". Mas isso significa viver uma mentira, porque na verdade não somos donos de nós mesmos, nossa alma não é nossa. Eles queriam um lugar no universo de onde pudessem dizer a Deus: "Este negócio é nosso e não seu." Mas não existe um canto assim. Eles queriam ser substantivos, mas eram, e serão eternamente, simples adjetivos. Não temos idéia em que ato, ou série de atos, o desejo contraditório, impossível, encontrou expressão. Por tudo o que sei, pode ter ligação com o ato de comer literalmente uma fruta, mas a questão não é importante.

Este ato de obstinação por parte da criatura, que constitui uma absoluta falsidade em relação à sua posição de criatura, é o único pecado que pode ser concebido como a Queda. A dificuldade com respeito ao primeiro pecado é que ele deve ser hediondo, caso contrário suas conseqüências não seriam tão terríveis, embora seja ao mesmo tempo algo que um ser, livre das tentações do homem decaído, possa ter possivelmente praticado. O desvio de Deus para o "eu" cumpre ambas as condições.  É um pecado possível até mesmo ao homem paradisíaco, pois a simples existência de um "eu" – o mero fato de o chamarmos "mim" - inclui, desde o princípio, o perigo da auto-idolatria. Desde que eu sou eu, devo realizar um ato de auto-rendição, por menor ou mais fácil que seja, vivendo para Deus em lugar de para mim mesmo.

Este é o "ponto fraco" na própria natureza da criação, o risco que Deus aparentemente julga valer a pena aceitar. Mas o pecado foi hediondo porque o "eu" que o homem paradisíaco teve de render não continha uma resistência natural ao ato de render-se. Seus dados, por assim dizer, eram um organismo psicofísico inteiramente sujeito à vontade e uma vontade inteiramente disposta, embora não compelida, a voltar-se para Deus. A autoentrega que ele praticou antes da Queda não envolveu qualquer esforço, mas apenas a agradável vitória sobre uma auto-aderência infinitesimal que causou prazer ao ser vencida - no que vemos uma leve analogia na auto-entrega extasiada dos amantes de hoje. Ele não tinha, portanto, qualquer tentação (no sentido dado por nós) para escolher o "eu" – nenhuma paixão ou inclinação voltada obstinadamente para esse lado – nada além do simples fato de que o ego era ele mesmo. "

A terceira objeção à doutrina da Queda do Homem seria "se Deus é bom, Ele poderia ter evitado de alguma forma o pecado ou mesmo as consequências deste". Este é o famoso Problema do Mal, aplicado à doutrina da Queda. Lewis comenta resumidamente sobre essa questão em um parágrafo:

"Deus poderia ter suspenso este processo através de um milagre: mas isto - falando por metáfora algo irreverente - seria declinar o problema que Deus, Ele mesmo, tinha estabelecido ao criar o total de um mundo contendo agentes livres, apesar de, e por meio de, sua rebelião contra Ele. O símbolo de um drama, uma sinfonia, ou uma dança, é útil aqui para corrigir um certo absurdo que pode surgir se falarmos demasiado a respeito de Deus planejar e criar o processo do mundo para o bem e de esse bem ser frustrado pelo livre-arbítrio das criaturas. Isto pode levantar a idéia ridícula de  que a Queda tomou Deus de surpresa e atrapalhou os seus planos, ou então - mais ridículo ainda - que Deus planejou tudo para condições que, Ele bem sabia, jamais iriam ser cumpridas. De fato, como é natural, Deus viu a crucifixão no ato de criar a primeira nebulosa. O mundo é uma dança em que o bem, procedente de Deus, é perturbado pelo mal que sobe das criaturas, e o conflito resultante é resolvido pela suposição do próprio Deus  da natureza sofredora que o mal produz. A doutrina da Queda voluntária afirma que  o mal que produz assim o combustível ou a matéria-prima para o segundo e mais complexo tipo de bem não é contribuição de Deus mas do homem. Isto não quer dizer que se o homem tivesse permanecido inocente, Deus não poderia então ter inventado um todo sinfônico igualmente esplêndido - supondo que insistamos em fazer perguntas desse tipo. Mas deve ser sempre lembrado que quando  falamos do que poderia ter acontecido, de contingências fora de toda realidade, não sabemos na verdade do que estamos falando. Não existem tempos nem lugares fora do universo existente em que tudo isto "poderia acontecer" ou "poderia ter acontecido". Penso que a maneira mais significativa de afirmar a verdadeira liberdade do homem é dizer que se existirem outras espécies racionais além  dele, em alguma outra parte do universo atual, então não é necessário supor que elas também tenham decaído."

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Ensaio de C. S. Lewis sobre a Maldade humana


Olá, leitores. Mais uma parte da série de postagens saindo do forno... aqui, essencialmente, Lewis argumenta que a doutrina da bondade de Deus não pode ser compreendida, se antes não admitirmos e compreendermos a doutrina da maldade humana. Aqui, mais uma vez, incluo algumas notas minhas destacadas em vermelho, para comentários ou efetuar a coesão entre trechos separados.

Abraços, Paz de Cristo

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Série: ensaios de C. S. Lewis



Olá, leitores. Quebrarei o silêncio do tempo sem postar nada e publicarei aos poucos uma série de postagens que venho pensando há algum tempo. Trata-se de trechos selecionados do livro de C. S. Lewis, "O Problema do Sofrimento", o qual terminei de ler há pouco, e considero uma das grandes obras-primas da literatura filosófica cristã, num campo que é um dos meus preferidos no debate apologético cristão: o problema do mal.

Cada trecho fala de um assunto envolvido no tem central, e contém reflexões profundas e inspiradoras, sem a intenção de ser um texto acadêmico, embora a linguagem de Lewis era naturalmente rebuscada, suas palavras soam mais como a de um pensador-livre cristão do que a de um filósofo ou teólogo erudito. Espero que curtam as leituras.

Ensaios de C.S. Lewis sobre a Onipotência Divina

Ensaios de C.S. Lewis sobre a bondade Divina

Ensaios de C.S. Lewis sobre o amor de Deus (parte 1) 

Ensaios de C.S. Lewis sobre o amor de Deus (parte 2) 

Ensaios de C.S. Lewis sobre a maldade humana (parte 1)

Ensaios de C.S. Lewis sobre a maldade humana (parte 2)

Ensaios de C.S. Lewis sobre o inferno

Ensaios de C.S. Lewis (parte final)

Abraços, Paz de Cristo.

sábado, 7 de janeiro de 2012

[Vídeo] O Ateísmo, o Problema do Mal e o Dilema de Eutífron

Eu já escrevi uma série muito extensa falando sobre o tem "Problema do Mal" (pessoalmente é um dos meus assuntos preferidos na apologética). Este vídeo, do canal logosapologetica, fala sobre o tema, mais precisamente sobre o paradoxo de Epicuro e o dilema de Eutífron de uma forma compreensível e sucinta. Recomendo tanto o vídeo quanto o canal no youtube.

Abraços, Paz de Cristo.




http://www.youtube.com/watch?v=8x77U5JyudU

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

O Problema do Mal (parte 9) - E aqueles que nunca conheceram Deus ou o Evangelho? ou "O Problema da Ignorância"


Graças a Deus, finalmente chegamos na última (e não menos importante) parte da série "O Problema do Mal"(se você ainda não leu as outras partes, veja aqui). Aqui trataremos de um problema dentro do problema do inferno, que eu chamo de "problema da ignorância".

Aparentemente há um problema quando pensamos no destino de milhões de pessoas que sequer ouviram falar da existência de Jesus Cristo, se consideramos que a salvação só vem dEle. Estariam essas pessoas indo para o inferno também?

O Problema do Mal, Parte 8: INFERNO (outras questões)


 Resolveremos as pendências de responder algumas questões que ficaram sobre o assunto Inferno, em relação ao caráter de Deus.

Seria a existência do Inferno, como punição infinita,  incompatível com a justiça infinita de Deus, dado que pecamos um número finito de vezes?

sexta-feira, 22 de julho de 2011

O Problema do Mal, Parte 7: INFERNO (continuação)

Como prometido, aqui está o texto que mostra uma visão ateísta limitada do inferno, e a minha análise na forma de comentários. O artigo na íntegra pode ser encontrado aqui. As citações ao mesmo serão destacadas em vermelho.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

O Problema do Mal (parte 6): INFERNO


 No próximo texto da série sobre o Problema do Mal, começaremos a discutir sobre a existência do Inferno e sua compatibilidade com a "infinita bondade" de Deus. Esse com certeza é o subtema mais esperado dessa série, por isso confesso que fiquei receoso de publicar algo sobre, tanto que adiei a publicação desse texto por muitos meses. Foi muito tempo de leitura e pesquisa.
Vou logo avisar que, como sempre, não pretendo dar a palavra final sobre o assunto, muito menos expressar uma visão oficial de todas as igrejas cristãs sobre o assunto, em vez disto vou procurar dissertar sobre o tema de forma independente, atacando preferencialmente alguns pontos-chave que costumam ser o argumento final de muitos ateus contra a existência de Deus. Muito provavelmente este texto terá que ser dividido em algumas partes.

O Problema do Mal (parte 5): Por que Deus não impediu a queda?


Esse é mais um texto da minha série dedicada ao principal argumento ateísta, conhecido como o Problema do Mal. Anteriormente, já discutimos sobre as três nuances principais do problema filosófico, em relacão ao sofrimento, ao problema lógico e ao problema probabilístico da existência do Mal. Embora nossa refutação já esteja bastante completa, penso que ainda podem haver brechas em muitas outras questões para alguma possível réplica ateísta. Por isso, continuarei a série com mais um texto retirado de um blog apologético, dessa vez abordando uma pergunta curiosa, que está diretamente relacionada ao P d M:

A queda do homem, segundo a Teologia cristã, foi a consequência do pecado original. O ser humano, antes supostamente perfeito, criado à semelhança de Deus, corrompeu-se pelo engano e tornou-se reprovável diante de Deus, digno de punição. A partir daí, estamos condenados a uma punição eterna, a menos que aceitemos o único meio disposto por Deus a evitar a danação, conhecido como Salvação. Segundo os cristãos, a Salvação é oferecida unicamente através da graça (favor imerecido) de Deus, que alcançamos através da fé. Não é a intenção do texto discutir sobre Soteriologia, portanto, ignorando tais detalhes, a queda do homem nos traz alguns questionamentos: se Deus conhece de antemão o futuro, porque permitiu que a queda do homem ocorresse? Não sabia Ele que por causa disso muitos seres humanos seriam inevitavelmente condenados, enquanto alguns poucos poderiam ser salvos? Sem dúvida na perspectiva cristã o pecado é o pior mal (talvez o único) para o ser humano. Então, porque Deus permitiu que ocorresse?

A questão é respondida pelo pastor Hermes Fernandes e eu encontrei no blog cristão Genizah (o link do artigo original está no final do texto. Não me surpreendi com a resposta dele, afinal está de acordo com o que sempre pensei a respeito do assunto. Resumindo, o Plano de Salvação através do sacrifício de Jesus já estava planejado antes da criação do Homem, e este sacrifício foi a maior prova de amor de todos os tempos, sendo que não teria acontecido se o homem não tivesse pecado. Bem, vou deixar de enrolar vocês, aproveitem a leitura:

terça-feira, 28 de junho de 2011

O Problema do Mal (parte 4)


Essa é a última parte do texto que mostra uma visão panorâmica sobre o Problema do Mal. Pretendo me concentrar em pontos mais específicos nas próximas partes.

O Problema do Mal (parte 3)


3. Problema Probabilístico do Mal:

O problema probabilístico (ou evidencial) do mal, ao contrário do problema lógico que trata da impossibilidade, muda para a questão da probabilidade de Deus existir. É improvável que Deus exista, se o Mal existe; e se é improvável, então não podemos racionalmente acreditar nEle.

O Problema do Mal (parte 2)


Continuando a análise das proposições do Problema lógico do Mal:
  • Proposição I: Se Deus existe, então ele pode criar qualquer mundo que desejar:

A idéia crucial para entender se Deus pode criar qualquer mundo que ele quiser é a idéia de mundos possíveis, explicada na introdução. Mundos possíveis se referem a uma descrição em proposições de um estado de coisas que poderia ou não ter sido. Pense nas seguintes proposições:

  • Lula foi presidente do Brasil.
  • 7 + 5 = 12
  • Uma criança pintou um quadrado desenhado de vermelho.

Elas não só idéias possíveis, mas como foram idéias reais. São idéias que realmente são verdadeiras, além de possuirem a propriedade de não serem necessariamente falsas (i.e, possíveis). Esse é, claramente, um tipo de mundo que Deus pode criar ou atualizar.

Paradoxo de Epicuro: O Problema do Mal (Parte 1)


O  texto a seguir é da autoria do blogueiro "snowball", que escreve no "Quebrando o encanto do Neo-ateísmo". Comentários meus sobre o assunto serão adicionados e sinalizados em itálico e vermelho. Aproveitem a leitura.

Série de textos sobre "Problema do Mal"


 Estava devendo já há alguns meses o texto que prometi sobre inferno e o problema do mal, completando a refutação do texto "Por que o Deus Cristão é impossível?". Andei lendo muito sobre o assunto, e agora que tenho uma bagagem razoável (mas não completa), vou expor algumas ideias aqui. Essa série de textos será publicada aos poucos, em que desenvolverei o assunto, relacionando fontes tanto de textos cristãos quanto de textos ateus sobre o tema.

O primeiro texto é uma reflexão que tinha feito há mais ou menos um mês atrás. Em seguida, o próximo texta consiste em uma análise do Problema do Mal em si, utilizando a filosofia como ferramenta de discussão. O texto original encontra-se no blog "Quebrando o encanto do neo-ateísmo". Vou postá-lo, com a adição de comentários meus devidamente sinalizados.
Abraços, Paz de Cristo :)

segunda-feira, 30 de maio de 2011

O problema do sofrimento: reflexões iniciais


Desde que escrevi a resposta "Porque o Deus Cristão não é impossível", prometi um texto paralelo falando sobre o problema do sofrimento e Inferno. Bem, ainda não é dessa vez que vocês vão ter a resposta completa... eu poderia me estender muito sobre o assunto, entretanto acredito que não possuo "bagagem" suficiente para falar de modo convincente sobre o assunto. Ainda sim isso não quer dizer que não exista alguém que tenha, inclusive com material publicado e tudo.

Esta postagem conterá algumas reflexões de outros autores sobre o assunto.
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