segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Cristianismo foi inventado para dominação social?



Esta é uma das "técnicas" utilizadas pelos neo-ateus para tentar subverter ou combater o cristianismo atualmente. O autor do blog Quebrando o encanto do neo-ateísmo escreveu um bom texto sobre o assunto, que está sendo publicado aqui (atualmente a página dele tem estado fora do ar, por isso estou publicando).

Abraços, Paz de Cristo.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

A descrença é culpável?



Este é um texto extraído da seção de perguntas e respostas do site ReasonableFaith, do William. Acredito que o assunto é muito oportuno aqui no blog, já que um argumento frequente do neo-ateísmo é de que o cristianismo possui um Deus imoral, já que Este condena os infiíes simplesmente porque não creram nele, independente de terem feito coisas boas durante a vida (aliás, este argumento tem um apelo muito mais emocional do que racional, mas isso é típico do neo-ateísmo).

Aproveitem a leitura.
Abraços, Paz de Cristo.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

As bases do ateísmo [COMENTADO]

Devo pedir desculpas aos leitores, porque não encontrei a origem deste texto. Estava "perdido" nas pastas do meu computador, provavelmente eu devo ter visto há muito tempo em um site qualquer e copiado para estudá-lo futuramente.

O texto fundamenta quatro argumentos para a coerência do ateísmo como filosofia. Comentarei alguns pontos em vista do que se tem dito aqui no blog. 

Abraços, Paz de Cristo.


segunda-feira, 16 de julho de 2012

[Vídeo] o ateísmo refuta a si mesmo


Transcrição:

O ateísmo refuta a si mesmo

Frequentemente, os próprios ateus reconhecem que não possuem evidências da ausência de Deus. Mas tratam de lhe dar um novo matiz. Eles dizem: "Ninguém pode provar um negativo universal como 'não há Deus'". Eles pensam que isso lhes escusa de ter evidências contra a existência de Deus. 

Mas não somente é falso que não se pode provar uma negativa universal (tudo que temos que fazer é provar que a afirmação é auto-contraditória para provar a não-existência), mas mais importante ainda, essa afirmação é a admissão de que é impossível provar o ateísmo. Já que o ateísmo é uma negação universal, e não se pode provar uma negação universal; logo o ateísmo é improvável (no sentido de que não pode ser provado). 

Daí resulta que é o ateu que crê em algo para o qual não há nem pode haver evidência! Logo, este argumento deveria fazer parte do arsenal apologético cristão, e não da ateísta!

Abraços, Paz de Cristo.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

[Vídeos] Por que Deus permanece oculto?




Esta é uma questão muito pertinente em relação ao teísmo e particularmente ao cristianismo. Apresento duas respostas dadas sob pontos de vista complementares, pelos filósofos Alvin Plantinga e William Craig.

Abraços, Paz de Cristo.


Alvin Plantinga
Prof. Emérito de Filosofia na Universidade Notre Dame
em entrevista com Robert Lawrence Kuhn.

R L. Kuhn. Há muitos argumentos que os ateus usam que aprecem demonstrar que não existe o ser que chamamos de Deus. Por exemplo, o ocultamento de Deus: "se Deus é tão importante para nós, porque Deus não deixaria mais evidencias da sua existência?" Parece ser mais culpa dEle do que nossa, que não acreditemos nEle.

Plantinga. Bem, na verdade a grande maioria da população mundial acredita em Deus ou em algo semelhante. Portanto Deus não está oculto a ponto de que ninguém acredite nEle. Todo tipo de gente acredita, e de fato é grande maioria da população mundial.

Deus não é tão claro para nós como outros seres, como aŕvores, casas ou coisas materiais, mas por que determinar como Ele deveria se comportar? Teria que haver mais neste argumento que só isto. Da forma que é apresentado não creio que seja u argumento em absoluto. Ele pode ter uma boa razão para estar relativamente oculto, na medida que está. Mas eu acredito que não está tão oculto assim.

R. L. Kuhn. Bom, para um ateu que sinceramente gostaria de acreditar mas não encontra evidência, o argumento é que "se Deus realmente quer que eu creia, ele faria sua existência mais evidente, há milhares de formas distintas pelas quais Ele poderia fazer isso.

Plantinga. Sem dúvida, há sim. Mas também nosso mundo é em muitos sentidos um mundo caído. Existem doenças e deficiências cognitivas de diversos tipos. Sou inclinado a pensar que não crer em Deus é uma delas. A condição natural do ser humano seria, como Calvino dizia, algo que ele chamava de sensus divinitatis, que seria crer em Deus de uma maneira totalmente implícita, de todo o coração. Porém devido aos mesmos tipos de coisas a que as enfermidades se devem, e em última instância, devido ao que Calvino diz (e estou de acordo com ele), devido à entrada do pecado no mundo, às vezes nossas faculdades cognitivas, em especial as que têm a ver com Deus e outras pessoas, não funcionam de maneira apropriada.



William Lane Craig
Ph.D. em Filosofia pela Universidade de Brimingham e em Teologia pela Universidade de Munique.

Eddie Tabash: Você mencionou sobre a importância dos milagres no ministério de Jesus. Aparentemente, você usou para demonstrar sua necessidade de dar provas de sua divindade, além da nossa salvação. Se toda a nossa salvação é dependente da aceitação de Jesus, por que Deus age de maneira tão escondida hoje?  Por que não realiza milagres 2000 anos depois? Abrir alguns mares, ou fazer chover enxofre e fogo em algumas cidades, ou algumas carruagens de fogo no céu. Se nós precisávamos há 2000 anos atrás de evidências sobrenaturais para acreditar em coisas sobrenaturais, porque Deus está tão oculto hoje e nos nega as provas sobrentaurais? 

Craig. Bem, eu concordaria com o filósofo e matemático francês Blaise Pascal quando ele disse que Deus tem dado provas suficientes, para aqueles que, com uma mente e coração abertos, mas que é suficientemente vago para não obrigar aqueles cujos corações estão fechados.  Deus certamente poderia ter escrito no céu "Eu existo, arrependa-se ou pereça" ou algo do tipo, ou "Criado por Deus" em cada átomo que Ele criou, contudo eu não acho que Deus tenha qualquer obrigação de oferecer esses tipos de provas coercivas. Eu acho que as evidências foram dadas e são suficientes para alguém que esteja disposto a olhar para elas com uma mente aberta e coração aberto. 

Eu gostaria de adicionar outro ponto também. Eu penso que o principal meio pelo qual sabemos que Deus existe não é através das evidências ou argumentos, mas é através da experiência imediata com o próprio Deus. Para aqueles que estão genuinamente à procura de Deus, Ele fará sua existência evidente. É uma forma interior de conhecer Deus, em contraste com as formas exteriores.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

O que será que os ateus querem dizer com "Forças Naturais"?


Olá, leitores.

Pensei em escrever sobre este tema depois de umas conversas e debates que tive com alguns ateus na internet. Por exemplo, vejam o resultado uma vez de uma conversa que eu estava tendo com um dito ateu no blog / Facebook :

(05/01/2012)
Rodolfo Mota
Eu acredito nas forças da natureza, e não acredito em Deus sendo assim automaticamente me torno um ateu, pois o significado da palavra ateu se caso tu procurar no dicionário, se refere a pessoas que não acreditam em forças sobrenaturais, logo a natureza se torna uma força natural. (...)

Respostas ao Ateísmo
Caro Rodolfo Mota,
seu comentário me deixa curioso. O que seria, no ponto de vista de um ateu, essas tais "forças naturais"? Esse termo parece um pouco confuso para mim.

Rodolfo Mota
Bom me referindo as tais "forças naturais". Pelo fato de ter estudado química, comecei a observar que a bíblia se referia a uma energia de capacidades indeterminadas e incomparáveis, cujas a lei que mais me chamava a atenção era a de Ação e reação (no caso das religiões seria o pecado).

Como nasci cristão e não me sentia atraído pela religião e nem pela fé isso me impulsionou a criar comparações e questionamentos. Como todos nós sabemos a natureza não é apenas um conjunto de animais e seres vivos que compõe um contexto maior que seria a biodiversidade, e sim o Universo inteiro, por mais que não tenhamos descoberto nem 1% de toda a sua magnitude, tudo que é composto pela natureza e é compreensível pelo homem. De acordo com o que disse no começo do texto "Energia de capacidade indeterminadas", a natureza se adequa a este termo, mesmo que hoje ela não seja nem 1% compreendida, mas no futuro tudo indica que teremos respostas. entre várias outras coisas que observei e tirei conclusões.

Claro que posso estar errado perante meu ponto de vista. Por isso não me encaixo no quadro de teísta, pois não acredito em algo sobrenatural.

Respostas ao Ateísmo
Seu texto sobre forças naturais me deixou interessado em publicar algo sobre esse assunto. (...) como esse assunto é inédito aqui acho que vai ser uma boa falar sobre isso sim. Aguardemos.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Genocídios e Atrocidades na Bíblia? [Parte 2]




Capítulo 4. Deus não matou, ordenou pessoas matarem

Um fator dificultante para a questão moral envolvida é o fato de que Deus não matou, mas ordenou que pessoas matassem. No item anterior, foi discutido sobre a questão moral envolvida num ato de Deus. Quand Deus pede para que pessoas matem, a questão é um pouco mais complexa. A princípio é difícil conciliar um mandamento aparentemente absoluto como“Não matarás” com o que Deus diz a Josué: “Entre, extermine e não deixe nada respirando! Não deixe um animal, criança, mulher, idoso ou idosa respirando. Limpe Jericó!”. Já foi argumentado brevemente no item anterior que como Deus tem direitos sobre a vida e sabe qual a hora certa da morte de todas as pessoas, uma pessoa matar através de uma ordem direta de Deus pode não ser errado. Falaremos mais adiante nisso. 

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Genocídios e atrocidades na Bíblia? [Parte 1]




Olá, leitores. No dia 20 de junho de 2011, eu publiquei um texto introdutório sobre o tema "Genocídios e atrocidades na Bíblia?", que aliás nem era de minhda autoria. Na época eu prometi publicar uma continuação ou uma versão mais detalhada, porque eu ainda não havia reunido conhecimento necessário para tal. Hoje, pouco mais de um ano depois, e após uma pesquisa relativamente extensa sobre o assunto, encontrei a oportunidade para publicar a continuação. Meu artigo está baseado principalmente na visão dos teólogos John Piper e William Craig sobre o assunto, e cobre vários fatores relacionados à matança dos cananitas registrada no Velho Testamento.

Aproveitem a leitura,
Abraços, Paz de Cristo.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Sobre a onipotência de Deus

Este é um breve trecho de um debate/exposição que aconteceu na página do Facebook sobre a onipotência de Deus. Andrei Cavalcanti fez as perguntas e Silas Ben-Hur respondeu sobre a visão teísta. 


(08/06/2012)
Respostas ao Ateísmo

Deus é onipotente, mas quando Deus cria seres que possuem vontade livre, Ele automaticamente se coloca uma limitação: Deus não tem poder para fazer com que alguém escolha A ou B voluntariamente. Se Ele fizer isso, Ele estará determinando a escolha dEle, logo a pessoa não escolheu livremente. 

Entenda que isto não prejudica a onipotência de Deus, pois o conceito de onipotência não inclui contradições lógicas. Contradições lógicas não são coisas que podem existir, são apenas conjuntos de palavras que não fazem sentido (assim como um "círculo quadrado").

Então, se Deus criou seres com livre-vontade, LOGO Ele não tem o poder de determinar qual será a escolha da pessoa, embora Ele saiba qual será a escolha das pessoas.

Aí você poderia perguntar: "Então Deus não tem absolutamente nenhum controle sobre qual seria o resultado do mundo que Ele iria criar?"

E eu respondo: Deus não poderia criar um mundo onde todos voluntariamente escolhessem a religião certa (pelos motivos dados acima), mas Ele pode criar um mundo onde o número máximo de pessoas possível através da história fizesse a escolha certa. Eu acredito que é este mundo em que vivemos.

Andrei, eu expliquei que mexer no livre arbítrio cria contradições lógicas. Contradições lógicas não são objetos possíveis no mundo real, por isso Deus não deixa de ser onipotente por não poder criar contradições lógicas. Elas nem mesmo são algo; como já expliquei são apenas conjuntos de palavras sem significado.


quarta-feira, 27 de junho de 2012

Então você acha que entende o argumento cosmológico?

Não costumo publicar muitos textos de outros autores ou com conteúdo altamente técnico, mas achei este texto muito pertinente. Se alguém tiver paciência de ler, será muito proveitoso, e ele pode ser usado como referência para trabalhos apologéticos também. O trabalho foi escrito pelo filósofo estadunidense Edward Feser e trata de refutar as principais objeções ao argumento cosmológico para a existência de Deus. Eu já refutei estas objeções de uma maneira mais simples no artigo [Afinal, existem evidências para a existência de Deus? (Parte 2)].


Boa leitura,
Abraços, Paz de Cristo.




Então você acha que entende o argumento cosmológico?
Edward Feser

A maioria das pessoas que comentam sobre o argumento cosmológico não sabem, de forma demonstrável, sobre o que estão falando. Isto inclui todos os proeminentes escritores neo-ateístas. Definitivamente inclui a maioria das pessoas que vivem escrevendo comentários no blog de Jerry Coyne. Também inclui a maioria dos cientistas. E até mesmo inclui muitos teólogos e filósofos, ou pelo menos aqueles que não dedicaram muito estudo ao tema. Isto pode parecer arrogante, mas não é. Você poderia achar que eu estou dizendo, “Eu, Edward Feser, tenho conhecimento especial sobre este tema que tem de alguma forma iludido todo mundo”. Mas isto NÃO é o que eu estou dizendo. O ponto não tem nada a ver comigo. O que eu estou dizendo é bem um conhecimento comum entre filósofos profissionais da religião(incluindo filósofos ateístas da religião), que – naturalmente, dado o objeto de sua particular subdisciplina filosófica – são as pessoas que conhecem mais sobre o argumento cosmológico do que qualquer outro.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Sobre Apostas de Pascal


Introdução

Antes de falar sobre a Aposta de Pascal, vamos conhecer um pouquinho sobre a vida deste homem. Blaise Pascal (1623-1662) foi um físico, matemático, filósofo e teólogo francês. Pascal fez contribuições importantíssimas em praticamente todos os campos em que atuou: na matemática, criou os campos da Geometria Projetiva e a Teoria das probabilidades, tendo também descoberto o famoso triângulo aritmético que hoje leva o seu nome. Em Física, estudou a mecânica dos fluidos, e esclareceu os conceitos de pressão e vácuo ampliando o trabalho de Evangelista Torricelli. Ele também inventou a primeira máquina de calcular mecânica, a Pascaline, e na filosofia realizou estudos sobre o método científico. Nos últimos anos de sua vida, dedicou-se a teologia. Uma de suas obras mais conhecidas é o livro Pensées (Pensamentos), onde também está a sua frase mais citada: "O coração tem suas razões, que a própria razão desconhece". É também neste livro que se encontra o argumento conhecido como aposta de Pascal.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

50 provas de que Deus é imaginário - REFUTADAS (parte 6)

[Ler a Parte 5]

Provas Bônus:


Prova  # 51 - Pense em Deus e Baal

Na Bíblia, no livro de 1 Reis, no capítulo 18, há uma fascinante história sobre Deus e Elias. Nesta história, temos Elias, como profeta do Senhor, encontrando-se com Acabe, um rei poderoso. (...) O que vemos aqui é fascinante: a Bíblia estabelece os critérios para provar que um "deus" é real, e, em seguida, demonstra a punição para aqueles que ensinam sobre os falsos deuses. E o critério é muito simples: O "deus" em questão tem de provar a sua existência por meio de ações tangíveis em nosso mundo [por exemplo, fazendo fogo cair do céu, como na história em questão]. A razão pela qual Acabe e seus homens deveriam acreditar em Deus e não Baal é porque Deus provou sua existência. Baal, sendo imaginário, não fez nada. 

(...) O que devemos fazer é exatamente o que as pessoas na Bíblia fizeram com Baal. A falta de qualquer evidência da existência de Deus deve nos levar à conclusão óbvia de que Deus não existe, assim como Baal é imaginário. (...)

quinta-feira, 21 de junho de 2012

50 provas de que Deus é imaginário - REFUTADAS (parte 5)

Prova # 38 - Observe a taxa de divórcio entre os cristãos

Se você já foi a um casamento cristão, você sabe que o casamento é um grande acontecimento. Você tem sacerdote ou ministro com o casal lendo a Bíblia e orando. A cerimônia acontece em uma igreja - a casa de Deus. Dezenas ou centenas de testemunhas estão presentes. Na frente de Deus, um representante de Deus e todas essas testemunhas, um casal declara que eles vão permanecer juntos "até que a morte os separe."

segunda-feira, 11 de junho de 2012

50 provas de que Deus é imaginário - REFUTADAS (parte 4)


Prova # 26 - Observe que o autor da Bíblia não é "onisciente"

Por que o ao de ler a Bíblia não te causa admiração e reverência? Por exemplo, olhe que esta pequena coleção de versos da Bíblia:

sexta-feira, 8 de junho de 2012

50 provas de que Deus é imaginário - REFUTADAS (parte 3)

[Leia a Parte 2]Prova # 13 - Dê uma olhada na escravidão 

Aqui estão dez passagens da Bíblia que demonstram claramente a posição de Deus sobre a escravidão: Gn 17.12; Ex 12.43; 21.1,20,32; Lv 22.10; 25.44; Lc 7.2; Cl 3.22; Tt 2.9.

Sobre passagens como estas, há um texto recente aqui no blog abordando o assunto: A Bíblia e a Escravidão. Não tenho muito o que comentar a respeito do assunto, exceto sobre algumas declarações que o autor faz a seguir:

Por um lado, todos nós sabemos que a escravidão é um ultraje e uma abominação moral. Como resultado, a escravidão é agora completamente ilegal em todo o mundo desenvolvido.

É engraçado como o autor, que possui uma clara tendência neo-ateísta, de repente assume uma espécie de moralismo que só é coerente com o teísmo. Se Deus não existe (como ele defende), não existem valores morais absolutos, então não haveria nenhum motivo para afirmar que algo é correto ou não é. Não se pode, de forma coerente, ao mesmo tempo afirmar o ateísmo e defender um argumento para a existência de Deus baseado na existência de qualquer espécie de mal moral.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

segunda-feira, 4 de junho de 2012

50 "provas" de que Deus é imaginário - REFUTADAS (Parte 1)


Olá leitores. A sugestão para este post veio de um leitor [ateu] através da página do Facebook:
Andre Denofrio, 29/03/2012
"Olá sou ateu, porém gostaria de respostas em relação ao meu ateísmo...
http://godisimaginary.com/
Podem contra argumentar de maneira sólida, procuro um REGISTRO PONTO A PONTO que refute esse site..."
Eu visitei o site mencionado, dei uma lida em cada uma das provas (acreditem, são textos MUITO extensos, acho que no final eles acabam te convencendo a ser ateu simplesmente por cansaço), e desde então estive preparando uma análise destes cinquenta argumentos que supostamente provam que Deus é imaginário.Para conhecimento, deixarei aqui a lista dos argumentos:

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Prova matemática de que o universo teve um começo


Obs: Para ver como o fato de o universo ter tido um começo é importante para a argumentação da existência de Deus, clique aqui.



Em um novo estudo, cosmólogos usaram as propriedades matemáticas da eternidade para mostrar que, apesar do universo poder durar para sempre, ele deve ter tido um começo.

O Big Bang tornou-se parte da cultura popular desde que a expressão foi cunhada pelo físico Fred Hoyle, nos anos 1940, e representaria o nascimento de tudo.

No entanto, o próprio Hoyle preferia muito mais um modelo diferente do cosmos: um universo de estado estacionário, sem começo nem fim, que se estende infinitamente para o passado e para o futuro.

Essa ideia, entretanto, nunca vingou. Mas nos últimos anos, os cosmólogos começaram a estudar uma série de novas ideias com propriedades semelhantes. Curiosamente, essas ideias não entram necessariamente em conflito com a noção de um Big Bang.

Por exemplo, uma ideia é que o universo é cíclico, com big bangs seguidos de “big crunches” (crises) seguido de big bangs em um ciclo infinito.

Outra é a noção de inflação eterna, em que as diferentes partes do universo se expandem e contraem em taxas diferentes. Estas regiões podem ser pensadas como universos diferentes em um multiverso gigante.

Assim, embora pareça que vivemos em um cosmos que se expande, outros universos podem ser muito diferentes. E enquanto o nosso universo pode parecer que tem um começo, o multiverso não precisa ter um começo.

Por fim, há a ideia de um universo emergente que existe como uma espécie de semente para a eternidade e, de repente, se expande.

Essas teorias cosmológicas modernas sugerem que a evidência observacional de um universo em expansão (como o nosso) é consistente com um cosmo sem começo nem fim. Mas não é bem assim.

Audrey Mithani e Alexander Vilenkin, da Universidade Tufts em Massachusetts, EUA, dizem que todos os modelos propostos são matematicamente incompatíveis com um passado eterno.

A análise dos pesquisadores sugere que estes três modelos do universo devem ter tido um começo.

Seu argumento centra-se sobre as propriedades matemáticas da eternidade – um universo sem começo e sem fim. Tal universo deve conter trajetórias que se estendem infinitamente no passado.

No entanto, Mithani e Vilenkin lembram que este tipo de trajetória do passado não pode ser infinita se for parte de um universo que se expande de uma maneira específica.

Universos cíclicos e universos de inflação eterna se expandem dessa forma específica. Então, esses tipos de universo não podem ser eternos no passado, e devem, portanto, ter tido um começo.

“Embora a expansão possa ser eterna no futuro, não pode ser estendida indefinidamente para o passado”, dizem eles.

Esses modelos podem parecer estáveis do ponto de vista clássico, mas são instáveis do ponto de vista da mecânica quântica. A conclusão é inevitável. “Nenhum desses cenários pode realmente ser eterno no passado”, diz Mithani e Vilenkin.

Como a evidência observacional é que o nosso universo está se expandindo, então ele também deve ter nascido em algum ponto no passado. Não adianta fugir dele… Voltamos para o Big Bang. 

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