sexta-feira, 4 de maio de 2012

Afinal, existem evidências para a existência de Deus? [Parte 1]



Olá, leitores.

A motivação para esta postagem partiu de uma conversa ocasional na nossa página do Facebook:

Liliana Silva
Oi. Tenho uma pergunta: quem criou deus?

Em tua opinião, se nunca tivesses ouvido falar em deus, se ele nunca tivesse passado na TV, e os teus familiares e conhecidos nunca tivessem ouvido falar disso, como é que ele iria parar ao teu cérebro?

Respostas ao Ateísmo
A pergunta "quem criou deus" é por si só uma falácia. Pois Deus por definição é um ser necessário ou não-contingente. Os argumentos cosmológico e ontológico para a existência de Deus, por exemplo, exigem que Deus seja um ser atemporal, imaterial, necessário e muito poderoso.

Em relação à segunda pergunta, seria possível sim que eu nunca tivesse ouvido falar nele, assim como há de fato muitas pessoas no mundo que não o conhecem. Mas Ele se revelou historicamente ao mundo e sua mensagem tem sido espalhada desde os tempos de Cristo.

E mesmo que nunca tivesse ouvido falar dEle, ainda há todas as maravilhas da natureza, a ordem intrínseca do Universo e nosso senso moral, coisas não-teológicas que de certa forma apontam para um Criador.

Liliana Silva
Obg. Qual é a evidência concreta mais forte que comprove a existência de um deus (ou deuses)?
Respostas ao Ateísmo
Sobre "evidência", cara Liliana, sua pergunta é um tema para uma postagem inteira no meu blog. Vou trabalhar nisso e quando estiver pronto publico e te mando o link (já aviso que pode demorar meses, há uma lista de espera grande dos textos). Mas, se estamos falando de argumentos e não de evidências, eu já escrevi alguns.

Liliana Silva
Não reconheço qualquer evidência apresentada que comprove a existência de um deus ou deuses.

Antes de responder se há ou não evidências, é preciso definir alguns pontos fundamentais: 

1. De que tipo de evidências estamos falando? 

2. Existe algum tipo de evidência que deveríamos esperar, caso Deus existisse? 

3. A existência de Deus pode ser provada cientificamente?

Uma objeção frequente de ateus (e até de agnósticos) em relação à existência de Deus é que, segundo eles, não há evidências suficientes para que se acredite. Mas afinal, de que tipo de evidências eles estariam falando? Se você falar com um deles (e eu já perdi a conta de quantas vezes ouvi isso), eles dirão "Se todos os casos de câncer do mundo forem curados instantaneamente, acreditarei em Deus", ou "se todos os porquinhos-da-índia voarem, eu acredito", ou "se esta cadeira começar a levitar na minha frente, então Deus existe." É evidente que estas pessoas não pararam pra pensar nas duas primeiras perguntas que eu propus acima. Então, vamos refletir um pouco sobre isso:

Existe uma disciplina chamada metodologia da pesquisa, e ela possui alguns princípios básicos:

(1) a definição do escopo de busca;
(2) a definição do plano de discussão;
(3) a definição do tipo de evidência esperada que irá reforçar ou negar a tese.

Se você falhar na definição de algum destes itens, consequentemente falhará na validade de suas conclusões. Por exemplo, mesmo que o ateu diga "Aceito qualquer evidência empírica, comprovável", ele está falhando em relação ao princípio (3) por ser vago demais. Vejam por exemplo o exemplo abaixo (créditos: Quebrando o Encanto do Neo-ateísmo):

Uma garota, encontrada ferida na beira da estrada, foi encaminhada para o hospital e o delegado pediu para verificar se houve um atropelamento. O chefe da equipe médica diz “Galera, vão lá e descubram se ela foi atropelada”. Você (mais inexperiente) retruca: “Que tipo de evidência devemos encontrar para confirmar a hipótese?”.
(Opção 1)
LÍDER: Qualquer evidência, se vocês acharem que não temos o suficiente, me avisem que dou a pesquisa por encerrada.
Ou:
(Opção 2)
LÍDER: Bem, se ela foi atropelada, o esperado é que se encontrem hematomas ou fraturas na região do quadril ou das costelas, causadas pelo impacto do carro no seu corpo. Também devemos procurar escoriações nos braços, nas costas e nas àreas laterais do tronco, que seriam os resultados do atrito com o chão, no caso de ela ter sido arrastada ou arremessada para longe quando do encontro com o automóvel. Se essas evidências forem encontradas, aliado ao fato de ela estar desacordada perto de uma rodovia, então temos um bom caso para definir que ela realmente foi atropelada.

Segundo os princípios que eu citei, torna-se óbvio que a segunda opção é a mais adequada. Agora, em relação a prova ser "concreta" ou "empírica", comete-se a falácia da inversão de planos, o que quebra os princípios (1) e (2). A discussão sobre a existência de Deus é feita no plano metafísico, afinal Deus por definição é metafísico. Deve-se ter em mente aqui que, em discussões metafísicas, não existem "provas" no sentido matemático ou científico, mas sim adotam-se as posições mais coerentes. Exemplos de outras discussões metafísicas são: a universalidade das leis físicas no Universo, a impossibilidade de um infinito real, a existência de um mundo exterior a nossas mentes, etc.

Uma objeção frequente a este ponto é que se Deus, mesmo sendo metafísico, interage com o mundo físico, esta interação pode (e deve, segundo eles) ser verificada. O problema com este raciocínio é que Deus interage com o mundo físico de forma pontual e extraordinária (com milagres, por exemplo). Milagres, por definição, não são eventos reprodutíveis, portanto nunca podem ser testados pelo método científico. (Note que isto não quer dizer que não existem, assim como você não pode dizer que não existe luz infravermelha só porque você não pode vê-la. Ela apenas está "fora do escopo" da sua visão). Isto, portanto, esclarece também a terceira questão.

Continuando nossa linha de raciocínio, agora que já estabelecemos as bases filosóficas do assunto, chegamos à conclusão de que não se pode esperar qualquer evidência que se queira para a existência de Deus, nem uma prova científica, nem uma prova matemática. Mas então, como saber que Deus existe, afinal?

Existem argumentos filosóficos lógicos para a existência de Deus. Estes argumentos geralmente são um conjunto de premissas em que se segue a conclusão lógica de que Deus existe. Eles não 'provam' que Deus existe, dada a impossibilidade de provar uma afirmação metafísica, como já comentei. Entretanto, eles oferecem boas razões para que acreditemos nisso (assim como temos boas razões para acreditar que as leis físicas são universais, que não existe um infinito real e que existe um mundo exterior à nossa mente).

O fato de existirem argumentos que são boas razões para acreditarmos não quer dizer que estes argumentos são capazes de convencer todos os sers pensantes. E isto também é uma objeção frequente aos argumentos a favor da existência de Deus. O ateu alega que, se tal argumento não o convence, então o argumento não prova a existência de Deus ou então é inútil. Mas, provavelmente, o ateu nunca parou pra pensar que isto é uma consequência de qualquer afirmação metafísica. É impossível construir um argumento sobre uma afirmação filosófica qualquer que seja convincente a todos os seres racionais. 

Para quem está acostumado com uma visão objetiva de mundo, com o método científico, mas ignora estes princípios básicos de filosofia, será natural procurar provas para a existência de Deus que estejam acima da possibilidade de dúvida. E pensam que o fato de os argumentos para a existência de Deus não produzirem uma certeza matemática enfraquece, por si só, a possibilidade da existência de Deus. Mas já vimso que não é assim. Isto só significa que a questão sobre a existência de Deus está no mesmo nível das outras questões metafísicas. Você não pode provar que Deus existe assim como você não pode provar que o computador que está na sua frente, neste momento, é real. Seus sentidos poderiam estar te enganando o tempo todo. E não adianta nem pedir ao seu irmão ou namorada para sentir o computador também, afinal você também não tem como provar que eles próprios são reais, em vez de um produto da sua mente.

Bem, acho que já escrevi demais, portanto na próxima parte do texto listarei os argumentos de que venho falando.

Abraços, Paz de Cristo.


quarta-feira, 2 de maio de 2012

Pode-se afirmar ou negar logicamente a veracidade de alguma religião?



Obs: Este texto requer um conhecimento prévio dos argumentos para a existência de Deus. Veja aqui uma série de 6 breves vídeos no Youtube.

Com base no argumento cosmológico, sabemos que Deus é:
1. Auto-existente, atemporal, não espacial, imaterial (uma vez que ele  criou o tempo, o espaço e a matéria, então deve estar fora do tempo, do espaço e da matéria). Em outras palavras, ele não tem limites. Ou seja, ele é infinito.
2. Inimaginavelmente poderoso, uma vez que ele criou todo o Universo do nada.
3. Pessoal, uma vez que ele optou por converter um estado de nulidade em um Universo tempo-espaço-material (uma força impessoal não tem capacidade de tomar decisões).
Com base no argumento teleológico, sabemos que Deus é:
4. Supremamente inteligente, uma vez que planejou a vida e o Universo com incrível complexidade e precisão.
5. Determinado, uma vez que planejou as muitas formas de vida para viverem nesse ambiente específico e ordenado.
Com base no argumento moral, sabemos que Deus é:
6. Absolutamente puro no aspecto moral (ele é o padrão imutável de moralidade pelo qual todas as ações são medidas. Esse padrão inclui justiça e amor infinitos).
Teísmo é a abordagem adequada para descrever tal Deus. Aqui está a maravilhosa verdade sobre essas descobertas: o Deus teísta que descobrimos é compatível com o Deus da Bíblia, mas nós o descobrimos sem usar a Bíblia. Mostramos que, por meio de raciocínio, ciência e filosofia adequados, pode-se conhecer muitas coisas sobre o Deus da Bíblia. Na verdade, isso é o que a própria Bíblia diz (e.g. 5119; Rm 1.18-20; 2.14,15). Os teólogos chamam essa revelação de Deus de natural ou revelação geral (que é claramente vista independentemente de qualquer tipo de Escritura). A revelação das Escrituras é chamada de revelação especial. Assim, sabemos por meio da revelação natural que o teísmo é verdadeiro.

Essa descoberta nos ajuda a ver não apenas como é a verdadeira tampa da caixa, mas o que ela não pode ser. Uma vez que o oposto de verdadeiro é falso, sabemos que qualquer visão de mundo não teísta deve ser falsa. Ou, colocando de outra maneira, entre as maiores religiões mundiais, somente uma das religiões teístas — judaísmo, cristianismo ou islamismo — pode ser verdadeira. Todas as outras principais religiões mundiais não podem ser verdadeiras, porque elas são não-teístas.

Pode ser verdadeira (teísta)Não pode ser verdadeira (não teísta)
1. Judaísmo

1. Hinduísmo (panteísta ou politeísta)
2. Cristianismo

2. Budismo (panteísta ou ateísta)
3. Islamismo

3. Nova Era (panteísta)
4. Humanismo secular (ateísta)

5. Mormonismo (politeísta)

6. Wicca (panteísta ou politeísta)

7. Taoísmo (panteísta ou ateísta)

8. Confucionismo (ateísta)

9. Xintoísmo (politeísta)


Isso pode parecer uma declaração muito imponente — negar a verdade de tantas religiões mundiais nesse estágio. Mas, por meio de lógica simples usando a lei da não-contradição — religiões mutuamente excludentes não podem ser verdadeiras ao mesmo tempo. Tão certo quanto jogadores de futebol são cortados da escalação de um jogo porque carecem de certas habilidades, certas religiões mundiais são cortadas da escalação como possíveis religiões verdadeiras porque carecem das qualificações necessárias.

Desse modo, por meio da lógica, se o teísmo é verdadeiro, então todos os não teísmos são falsos. Isso não significa que todo o ensinamento de uma religião não teísta é falso ou que não existe nada de bom nessas religiões — certamente existe verdade e bondade na maioria das religiões mundiais. Isso simplesmente quer dizer que, como uma maneira de se olhar para o mundo (i.e., uma visão de mundo), qualquer religião não teísta está construída sobre um fundamento falso. Embora alguns detalhes possam ser verdadeiros, o cerne de qualquer sistema religioso não teísta é falso.


Fonte: GEISLER, Norman; TUREK, Franklin; - Não tenho fé suficiente para ser ateu - Ed. Vida (Adaptado)

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Atualização no layout - Blogs Parceiros

Olá leitores.

Em vista de tornar o carregamento da página mais ágil e rápido, eu estive retirando alguns itens que apareciam na aba lateral. A lista de blogs parceiros agora está nesta página (que pode ser acessada também no menu principal acima):

http://respostasaoateismo.blogspot.com.br/p/blogs-parceiros.html

Não deixem de visitar nossos parceiros. O conteúdo é sempre bom e atualizado.

Abraços, Paz de Cristo.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

A Bíblia e a Escravidão




A Bíblia relata a escravidão, com certa naturalidade. Algo comum, corrente entre os povos antigos. Escravidão causa-nos pavor. Especialmente porque em última análise, trata pessoas como ‘coisas’, objetos para uso e desuso de seus donos. 

Sendo assim, será que existem razões para rejeitar a Bíblia, por ela não ser, aparentemente, abolicionista? Será que o povo de Deus na Bíblia mantinha outros em escravidão tal como conhecemos hoje.

Tentarei oferecer algumas reflexões sobre o assunto:

Em primeiro plano, visto que essa prática estruturou os mecanismos no mundo antigo, pelo visto não se tinha uma resistência contra a escravidão. 

Pensando no termo: Alguns países consideram o trabalho infantil um crime, uma exploração criminosa onde das crianças roubam-se a sua infância e inocência. Em outros, isso é considerado oportunidade de desenvolvimento. Fica na verdade em um critério contextual e cultural, se uma criança de 12 anos pode trabalhar, dependendo do país (não estou falando de trabalho que destrua a saúde da criança). Houve exploração e erros no passado quando crianças perdiam sua infância em um trabalho. Isso é verdade. No entanto, uma geração de pessoas hoje, que trabalharam desde a infância, não percebem que mal foi causado, e que mal há nisso, quando isso resultou em um envolvimento sério no sustento do lar. Acredito que as pessoas de 60 a 70 anos nos diriam isso.

Assim, quando se ouve: ‘trabalho infantil’ soa-nos criminosamente! Mas temos que nos dar conta de que os erros foram dos abusos e não que ‘trabalho infantil’ seja criminoso e definitivamente prejudicial.

Citei isso como exemplo para definir o que o termo escravidão nos transmite. Será que quando a Bíblia autorizava um servo de Deus ter o serviçal estava mesmo tendo em mente o que pensamos hoje sobre escravidão? Não, em absoluto. Precisamos ver o que a Bíblia diz em seu contexto e o que Deus nos ensina a partir disso.


Escravos na Bíblia

Em primeiro lugar, temos que nos lembrar que a Bíblia classifica o povo de Deus como escravos de Deus! 

E esse ‘povo escravo’ de Deus é classificado como NOIVA de Cristo! 

E esse ‘povo escravo’ de Deus é classificado como FILHOS de Deus! 

E esse ‘povo escravo’ de Deus é HERDEIRO do Céu e da vida eterna! 

E esse ‘povo escravo’ de Deus é um REINO, e reinarão sobre a terra! 

Desta maneira, existe algo no termo ‘escravo’ na Bíblia que escapa-nos. Caso ser escravo na Bíblia fosse apenas uma classificação negativa, jamais teríamos tal termo aplicado ao povo que Deus ama e entregou seu Filho Unigênito. 

Alguns Textos:

Lv 25.44-46 – Essa é uma passagem perturbadora. Fala-nos que Deus instruiu o seu povo a comprar pessoas como escravas de outras nações. Um israelita por sua vez não deveria ser escravo de outro israelita. No entanto poderia ser escravo de um estrangeiro (v. 47). 

Mas você pode dizer: “O Israelita que fosse vendido a um estrangeiro deveria ser resgatado por um parente, já o estrangeiro não tinha esse direito!” Certo. Mas a possibilidade de um israelita ser libertado não significava que ele seria, se um parente não tivesse recursos para isso! Era uma possibilidade. Óbvio que, ele tinha muitas vantagens, mesmo que alguém de sua parentela não tivesse condições. Ele seria escravo até o Ano do Jubileu (Ex 21.1; Lv 25. 39,40). Ao passo que o estrangeiro comprado seria ‘perpetuamente’. Porém observe bem. Um Israelita poderia ser escravo! Sendo o ‘povo soberano’ naquele território nacional, ainda sim ele poderia ser escravo! Isto revela, e deixa bem latente que a escravidão nesse contexto não era algo terrível, como estamos acostumados a ler.

Em diversas ocasiões, Deus dizia aos seus filhos que eles deveriam lembrar-se que foram escravos no Egito. Esse procedimento pedagógico seria normativo, mantendo um tratamento humano para com os escravos. Vejamos alguns exemplos:

1) Êx 20.10; Dt 5.13,14. O Sábado: Toda semana os israelitas, o povo de Deus, lembravam-se que foram escravos. E nesse dia de adoração ao SENHOR, Deus os obrigava a deixarem os escravos descansarem. Esse era um tratamento humano concedido ao escravo. Uma das principais Leis divinas beneficiava os escravos! 

2) Lv 23.7,8,21,35,39. Outros descansos periódicos: Os escravos também teriam esse tipo de descanso no sétimo mês e no sétimo ano, além de terem a páscoa, pentecostes, dia da expiação e a festa dos tabernáculos (uma semana), tendo em vista que várias dessas festas solenes eram chamadas de ‘sábados’, ou seja, ‘feriados santos’, semanal, mensal e anual, o escravo teria muitos ‘direitos trabalhistas’. 

3) Dt 16.11,14. Festas com os escravos: Os descansos oficiais e impostos (Dt 16.12) acima descritos, não eram apenas descansos religiosos em que os escravos participariam. O elemento celebrativo estava incluído. Ou seja, os escravos participavam da mesa festiva que seus donos usufruíam. 


Conclusão

O serviço escravo, segundo ‘normatizado’ na Escritura, revela um padrão incomparável ao que existiu no Brasil.

Mas reconhecemos que esse é um assunto muito delicado. Muitos cristãos não gostam de falar sobre esses assuntos pois na verdade muitos de nossos mestres também não gostam de falar sobre o tema. Mas a dificuldade da questão deveria fazer-nos olhar com mais atenção a esse tema. Muitos hoje não creem na Bíblia por ter presente tais dificuldades. O caminho mais simplório de se resolver isso é dar a seguinte resposta: “Isso era no Velho Testamento, estamos na era do Novo Testamento e isso não existe mais!” Não creio que essa a explicação seja final.

Autor: Luciano Sena

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Por que Deus não nos fez direto no céu?


A pergunta: “Por que Deus não nos criou diretamente no Céu ou no inferno”, causa muitas vezes dúvida na cabeça das pessoas, pois passa a ideia de um Deus “anti-lógico”. Se Ele poderia fazer isso, por que   então não fez? Passo a seguir alguns dos motivos pelos quais Ele, em sua Onisciência, poderia ter criado os seres humanos na Terra para, depois, integrar o Céu:

quarta-feira, 18 de abril de 2012

60 respostas que farão de você um cristão [41-60]

[21-40]



41. Por nós não já nascermos sabendo tudo sobre Deus, por que temos que descobrir qual é a religião certa e ainda decifrar seus enigmas?

[Engraçado que primeiro ele dá a resposta e depois a pergunta: totalmente non-sense.] Não temos que descobrir qual é a religião certa. Apesar de ser essencial termos uma religião, devemos aceitar a Jesus e não ao Cristianismo. Quem salva é Jesus e não o Cristianismo. Devemos pregar Jesus e não o Cristianismo. Devemos ser servos de Jesus e não do Cristianismo. E Jesus a todo momento Se apresenta a você, depende de você aceitá-Lo ou não. Estudando Sua palavra, você pode vir a descobrir qual religião está conforme a Palavra de Deus. Mas quem salva é Jesus.

42. Por que a genealogia de Jesus passa por José se ele não era Seu pai? E por que há duas genealogias diferentes, já a partir do pai de José?

Sim, mas observe que, em Mateus 1.1-16, o termo "gerou" é sempre utilizado até chegar em José. Quando aí chega, a expressão é alterada. Não está escrito "e José gerou a Jesus", porque, realmente, ele não era seu pai. Mas, está escrito "e Jacó gerou a José, marido de Maria, da qual nasceu JESUS, que se chama o Cristo" (v.16). Mais uma pergunta que não abalaria a fé de ninguém. [Sobre a outra genealogia, há estudiosos que defendem a genealogia registrada em Lucas ser a de Maria e não de José. José é citado em Lucas talvez por motivos culturais judaicos, que evitavam colocar nomes de mulheres em documentos oficiais.]

43. Por que quase todas as descrições de Deus equivalem não-existência (incorpóreo, imaterial, incompreensível, invisível, imperceptível etc.)?

[Ser incorpóreo ou imaterial não equivale à não-existência. Existem muitas coisas que são imateriais e existem: energia, sentimentos, conceitos abstratos, etc. Ser incompreensível também não tem nada a ver com não-existência. Só porque você não entende matemática não quer dizer que ela não exista, por exemplo. Muitas coisas igualmente são invisíveis e imperceptíveis, mas existem.]

segunda-feira, 16 de abril de 2012

60 respostas que farão de você um cristão [21-40]

[01-20]



21. Muitas pessoas acreditam em fantasmas. Então porque as pessoas só vêem fantasmas de pessoas ou bichos de estimação mortos? Por que não Neanderthais ou dinossauros? Não haveria um baita fantasma de um brontossauro para quem pudesse ver?

Não acredito em fantasmas e isso é completamente anti-bíblico (Dt 18.9-12; Ex 22.18; Lv 19.26,31). Eu acredito, com todo o respeito, que os médiuns espíritas não entram, realmente, em contato com os espíritos das pessoas mortas, mas, sim, com espíritos malignos enganadores.

22. Por que Deus abriu o Mar Vermelho para que Moisés tirasse os judeus do Egito, mas não abriu os portões dos campos de concentração?

Oi? [Deus interveio em situações muito pontuais e específicas na história. Naquelas ocasiões do Velho Testamento era necessário preservar a continuidade da nação hebraica porque um dia Jesus viria a nascer através deles. Não que depois da vinda de Jesus Deus tenha "abandonado" os judeus, apenas não são mais necessárias intervenções sobrenaturais específicas, assim como não houveram em qualquer outro povo].

23. Por que dizem que temos livre-arbítrio se só há duas opções: seguir a Deus e ir para o céu ou desobedecer e ir para o inferno?

E isto não é livre-arbítrio? Só que, de tudo, prestaremos contas a Deus. [Filosoficamente falando, qualquer escolha sempre pode ser reduzida a duas possibilidades - "A" e "não-A". Temos livre escolha para qualquer coisa neste mundo, mais todas as nossas escolhas se reduzem no fundo a duas principais - ou cumprimos ao propósito para o qual fomos criados, que é se relacionar com Deus, ou não cumprimos. Se não cumprimos ao propósito para o qual fomos criados, para que serviríamos então?].

quarta-feira, 11 de abril de 2012

60 respostas que farão de você um cristão [01-20]

[Parte inicial]



60 PERGUNTAS QUE FARÃO DE VOCÊ UM ATEU
(Por Fernando Silva, em 11 de janeiro de 2007)

60 RESPOSTAS QUE FARÃO DE VOCÊ UM CRISTÃO
(Por: André Gomes Quirino em 23 de janeiro de 2009; Revisado por David Sousa em 01 de abril de 2012)

1. Se Deus nos ama tanto e quer que estejamos com Ele, por que Ele poria nossas almas em risco ao deixar a difusão de Sua palavra a cargo de seres humanos falíveis, mentirosos e pecadores? Será que um professor deixaria um dos alunos assumir seu lugar se isto pusesse em risco o futuro da classe?

Se Ele enviasse anjos de fogo com uma Bíblia de Jeová Jiré para evangelizar, seria muito fácil aceitá-Lo, não é mesmo? Mas, Ele quer que você aceite-O por amor e em uma declaração extraordinária de fé. Afinal, ao chegarmos no final das 60 perguntas, veremos que alguém que está "em cima do muro", facilmente, virará um ateu, pois "a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que se não vêem" (Hb 11.1). Mas, como algo que não se tem pode ter fundamento e algo que não se vê pode ser provado? A fé é algo inexplicável, só tem aqueles que entendem que é no impossível que achamos 100% possível a existência de Deus. Deus encarregar a nós, seres humanos, como Suas testemunhas, não é, na verdade, uma prova de confiança? Nós mesmos nos chamamos de falíveis, e realmente somos! Mas, mesmo assim, Deus confia em nós e nos capacita. "Ele não escolhe capacitados, mas capacita os escolhidos". O mundo não está correndo risco por isso, se não, não haveriam inúmeros cristãos que espalhados pelo mundo que, graças a Deus, se converteram ouvindo seres humanos falíveis capacitados por Deus pregando o Evangelho. Só não aceita a Jesus quem quer se perder, pois só Ele é o Caminho, a Verdade e a Vida. Um professor encarregaria um aluno se confiasse nele.

[Minha posição sobre a fé é um pouco mais 'otimista', digamos assim. A fé não é algo totalmente inexplicável, a meu ver, e nem uma espécie de crença na ausência de evidências. Há alguns textos sobre fé aqui no blog: [1][2][3][4].
E eu concordo com o André, em relação a Deus dar a nós a tarefa de pregar como uma prova de confiança. Confiança é a base de todo o relacionamento, e Deus nos criou para que nos relacionássemos com Ele. E quando as pessoas morrem sem salvação, acredito que seja muito mais frequentemente por negligência da própria pessoa do que por omissão de alguém que deveria ter pregado. A nossa própria consciência prega para nós todos os dias.]

segunda-feira, 9 de abril de 2012

60 respostas que farão de você um cristão [REVISADO]


Olá, leitores. Há um texto bastante conhecido na blogsofera ateísta, de nome 60 perguntas que farão de você um ateu. O texto é relativamente antigo (de 2007), e já foi republicado várias vezes em outros sites e blogs. Qualquer leigo que leia este texto (provavelmente não lerá todas as perguntas, pois é bem maçante) chega à conclusão indevida de que nenhum cristão para para pensar em questões daquele tipo, ou se pensam simplesmente ignoram e continuam com sua fé "na ausência de provas ou com a presença de contra-provas". Bem, detesto decepcionar vocês, mas como eu sempre escuto dos professores da faculdade, "as coisas não funcionam bem assim... você estava sendo enganado o tempo todo".

sexta-feira, 6 de abril de 2012

"É possível acreditar em Deus usando a razão" [Entrevista de William Lane Craig à Revista Veja]

William Lane Craig: "Sem Deus, não é possível explicar a existência de valores e deveres morais objetivos"


O filósofo e teólogo defende o cristianismo, a ressurreição de Jesus e a veracidade da Bíblia a partir de construção lógica e racional, e se destaca em debates com pensadores ateus


Marco Túlio Pires, de Águas de Lindóia

Quando o escritor britânico Christopher Hitchens, um dos maiores defensores do ateísmo, travou um longo debate nos Estados Unidos, em abril de 2009, com o filósofo e teólogo William Lane Craig sobre a existência de Deus, seus colegas ateus ficaram tensos. Momentos antes de subir ao palco, Hitchens — que morreu em dezembro de 2011 aos 62 anos — falou a jornalistas sobre a expectativa de enfrentar Craig.

"Posso dizer que meus colegas ateus o levam bem a sério", disse. "Ele é considerado um adversário muito duro, rigoroso, culto e formidável", continuou. "Normalmente as pessoas não me dizem 'boa sorte' ou 'não nos decepcione' antes de um debate — mas hoje, é o tipo de coisa que estão me dizendo". Difícil saber se houve um vencedor do debate. O certo é que Craig se destaca pela elegância com que apresenta seus argumentos, mesmo quando submetido ao fogo cerrado.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

A "verdade" é relativa? A religião deveria ser algo pessoal e individual? [Resposta a leitor]



Pergunta feita por Eric Izzo:
30/03/2012 na nossa página no Facebook

Existem muitas ramificações no cristianismo, e algumas tem ideias contrárias às suas. Você não acha que "deus" cada um interpreta da sua maneira? Cada pessoa deveria ter seu lado espiritual sem expor seus pensamentos aos outros. Na minha opnião, religião deveria ser a coisa mais pessoal possivel, cada um tem sua verdade, sendo assim nao haveriam conflitos entre as religiões.

segunda-feira, 26 de março de 2012

William Craig e a arte de debater



Olá, leitores. Na postagem desta semana, aproveitando o assunto do momento, que foi a recente vinda do filósofo e apologeta cristão William Lane Craig ao Brasil, trago uma compilação especial de respostas traduzidas do site reasonablefaith.org, que falam sobre a relação enter Craig e os debates profissionais. É um fato conhecido que a capacidade de debater dele é admirada inclusive por muitos ateus. Assim, as palavras dele ficam aqui para nossa inspiração.

Abraços, Paz de Cristo.

terça-feira, 20 de março de 2012

Download de postagens em PDF (mais um desenvolvimento)

Olá, leitores. Estou passando aqui só para dar mais uma atualização a respeito do desenvolvimento do blog. Resolvi retirar aquele conversor de postagens para formato .pdf que estava presente como um gadget na barra lateral da página. Nunca gostei muito daquele aplicativo, não deixava as postagens do jeito que eu queria. Vou voltar ao plano anterior e converter cada post manualmente, disponibilizando-os numa pasta do Google Docs.

Na aba "downloads", aqui no blog, vocês já podem conferir como está ficando. Deixei por enquanto só um arquivo-teste. Vocês podem dar feedback a qualquer momento, qualquer ajuda é bem-vinda.

Abraços, Paz de Cristo.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Impressões do Congresso de Teologia

Bem, pessoal, finalmente estou podendo compartilhar com vocês um pouco do que vivi no 8º Congresso de Teologia Vida Nova, que aconteceu nos dias 13 a 16 de março em Águas de Lindóia, São Paulo. 

Quem me conhece sabe que não sou um teólogo, na verdade eu sou um estudante universitário de Química que possui interesses em muitos outros assuntos, notadamente a teologia e a filosofia. E acho que o que me atraiu não foi a teologia em si no Congresso, mas sim o tema: Apologética contemporânea para um mundo de incertezas. É um tema muito atual e importante, e como temos visto, principalmente no meio cristão na internet, o surgimento de páginas e blogs que defendem a cosmovisão cristã através da razão, da lógica e da ciência. Isto é apologética. E eu mesmo estou incluído nesta lista, e tenho muito orgulho de participar deste movimento.

O principal palestrante do evento foi o filósofo cristão William Lane Craig, e todos o conhecem aqui no blog pois há vários artigos falando dele por aqui. Ele falou sobre temas como o absurdo da vida sem Deus, as evidências acerca do Jesus histórico e a incompatibilidade filosófica do neo-ateísmo. São sempre pontos centrais do seu discurso, defendidos em vários dos seus livros, alguns deles também são recomendados aqui.

Acho que aqueles que esperavam que eu compartilhasse algum material ministrado no congresso ficarão desapontados, por que não tenho nada pra postar. Só queria compartilhar com vocês a experiência, foi algo que me marcou muito e me deu mais uma força para continuar escrevendo... ainda tem bastante material para ser escrito aqui!

Pra terminar, só compartilho umas fotos minhas, a primeira com o próprio Craig e a segunda com o arqueólogo Rodrigo Silva:



Abraços, Paz de Cristo e até a próxima!

Novo esquema de cores do blog

Olá, leitores.

Como já tinha anunciado na página do facebook (lá as notícias acabam chegando mais rápido), e obviamente vocês também já notaram, eu mudei o esquema de cores de toda a página. Bem, acho que agora o visual está bem mais leve e menos sombrio. Mas por favor, como sempre faço, peço a opinião de vocês para que possa deixar o mais confortável e aconchegante possível para vocês. Afinal, vocês são os leitores.

Abraços, Paz de Cristo.

sexta-feira, 16 de março de 2012

A ordem do Universo prova a existência de Deus?



Este texto é um artigo de revista de filosofia Dicta & Contradicta, onde o autor discorre sobre a ordem do universo e a existência de Deus. É raro eu achar algum artigo assim em que eu concorde 100% com a ideia do autor. Aproveitem a leitura.


Abraços, Paz de Cristo.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Mais uma sobre evolução: 15 questões aos evolucionstas

[NOTA DO AUTOR, 02/02/2019: anunciei aqui no blog que alguns dos meus posicionamentos científicos e teológicos mudaram. Por isso, este texto provavelmente não mais reflete minha opinião acerca do assunto.]

Lá vou eu de novo, postar mais um texto sobre evolução. Mas, antes que venham as pedradas, farei como sempre um breve aviso antes do texto principal. Eu não sou combatente de evolucionismo, nem muito menos sou defensor de um criacionismo interpretando o Gênesis literalmente (criação de 7 dias, etc.). Quem já leu meus textos anteriores sabe a minha opinião sobre o assunto. Portanto, o texto a seguir não é para atacar ninguém, apenas para fazer alguns questionamentos que eu não vejo serem respondidos pela teoria atual da origem e desenvolvimento da vida. Deveria haver um questionamento mais crítico a respeito disso, assim como muitos cientistas fizeram ao assinar o Dissent from Darwin. Ainda assim, eu ainda creio que há a possibilidade de algumas destas perguntas serem respondidas se a evolução tiver sido guiada por Criador inteligente.

Abraços, Paz de Cristo.

segunda-feira, 5 de março de 2012

Reflexão sobre a felicidade humana [William Craig]


O propósito principal da vida não é a felicidade, mas o conhecimento de Deus!

Primeiramente, o propósito principal da vida não é a felicidade, mas o conhecimento de Deus. A razão pela qual o problema do mal parece tão intratável é que as pessoas tendem naturalmente a presumir que, se Deus existe, então seu propósito para a vida humana é a felicidade neste mundo. 

O papel de Deus é fornecer um ambiente confortável para seus bichinhos de estimação humanos. Contudo, isso é falso na visão cristã. Não somos bichinhos de estimação de Deus, e o objetivo da vida humana não é a felicidade per se, mas o conhecimento de Deus - , que, no final, trará a verdadeira e duradoura satisfação humana. 

Muitos males ocorrem na vida que podem parecer totalmente sem sentido com respeito ao objetivo de produzir a felicidade humana; mas eles têm sentido ao produzir um conhecimento mais profundo de Deus. O sofrimento de humanos inocentes nos dá ocasião para a confiança mais profunda e dependência de Deus, tanto por parte do sofredor quanto dos que estão a seu redor. Naturalmente, se o propósito de Deus é alcançado por meio de nossos sofrimentos dependerá de nossa resposta. Responderemos com ira e amargura para com Deus ou nos voltaremos para ele com fé em busca de força para suportar?

Texto extraído: Filosofia e Cosmovisão Cristã
J. P. Moreland & William Lane Craig - Vida Nova, pg. 661

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